quinta-feira, 31 de maio de 2007

Acção Social - Um livro?! Já tenho um...

Acerca da necessidade de organizar um banco de livros e material de estudos, o breve relato de um episódio. São 9 da manhã. Vou para a biblioteca do 6º piso, isto se as mesas ainda não estiverem todas ocupadas. Uma colega implora-me desesperamente que, assim que lá chegue, eu pegue discretamente no DSM-IV-R (Manual Estatístico e Diagnóstico de Psiquiatria) e o retenha na minha posse para quando ela chegar. Isto porque só há um e nós somos muitos (quantos?) a tentar acabar ao mesmo tempo a história clínica de Psiquiatria. O que gera sentimentos de desespero, ódio e sede de vingança pela pessoa que agarrar primeiro o exemplar. É claro que isto é só um exemplo, ilustrativo, do que se passa. Só um livro não chega...
Quanto às limitações logísticas, acho que não vale a pena fazer comentários. Qualquer pessoa que tenha tentado fazer uso de um espaço de estudo comum na FML sabe do que estamos a falar. E da angústia da incerteza de conseguir um microscópio para estudar para o exame prático de Histologia ou Anatomia Patológica, lembram-se? E de terem que escolher entre o manual desta disciplina ou daquela, por não poderem comprar os dois ao mesmo tempo - esta situação é familiar?
São algumas (das muitas) razões pelas quais as nossas bibliotecas precisam de mais livros nas estantes, e mais estantes para os livros.
E, por falar em livros, o que aconteceu à Feira do Livro que costumava acontecer no corredor do átrio da faculdade? E que tal fazermos com que ela volte a acontecer?

O nosso programa: Pedagógico


A acção deste pelouro pauta-se fundamentalmente por um acompanhamento aprofundado e constante do processo de revisão curricular dos cursos da FML em função do protocolo de Bolonha.

Comprometemo-nos a uma defesa intransigente dos interesses dos alunos dando continuidade aos esforços envergados por muitos dos elementos da nossa lista no passado.

Efectuaremos todos os esforços para eliminar o ano barreira, no 3º ano.

Iremos dar apoio concreto aos cursos de Microbiologia e Dietética e Nutrição, que até hoje foi manifestamente deficitário.

Garantimos um contacto próximo com os alunos que o solicitem para esclarecer qualquer tipo de dúvida ou intervenção, nesta perspectiva garantiremos um interface eficaz entre os alunos em geral, as comissões de ano e os elementos representantes dos alunos no conselho pedagógico.

Para além de todos os canais de comunicação existentes actualmente, os colegas deste pelouro definirão um horário semanal de atendimento aos alunos, devidamente anunciado em que se efectuarão os contactos acima enumerados.

Efectuaremos esforços junto das chancelarias da faculdade no sentido da criação de um ”gabinete pedagógico” tendo em vista uma efectiva e independente avaliação de institutos, cadeiras, e docentes.
O objectivo será conseguir uma repercussão real na avaliação e funcionamento das várias cadeiras que compõem os cursos (à semelhança de outras universidades e politécnicos públicos deste país).


É nossa convicção que não existe ninguém melhor que os alunos paradetectar anomalias de funcionamento da actividade académica e proceder à sua correcção. Como tal, elaboraremos inquéritos de avaliação do desempenho de professores e assistentes da FML para os diferentes cursos e anos.

Empreenderemos todos os esforços para garantir uma correcta e efectiva aplicação do Regulamento Pedagógico, nomeadamente em questões tão concretas como a revisão de provas e acesso à chave dos exames.

Realizaremos ainda esforços no sentido de tornar mais fácil e harmonioso o acesso à informação referente às diferentes cadeiras no site oficial da FML, nomeadamente à consulta de notas em tempo útil e perfil curricular de cada um dos alunos.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Que faculdade?

Temos uma lista e grupo de colaboradores com muita gente, de vários anos, com diferentes experiências, ideias e projectos de vida. Mas todos estamos juntos nesta nossa faculdade, sentimos os seus problemas e, em comum, temos também esta vontade enorme de melhorar e criar uma dinâmica e vivências novas .

- O próximo ano trará decisões importantes para toda a faculdade e queremos ser uma associação que promova a troca de ideias entre os alunos, garantindo que tenham uma palavra a dizer.

Para além da nossa grande preocupação e empenho em termos pedagógicos, achamos fundamental a abertura da faculdade ao exterior e a novos conceitos.

Achamos que uma verdadeira formação só existe quando nos abrimos a diferentes ideias e ao contacto com os outros. É então fundamental trazer para a faculdade gente, com experiências ricas e diversas, que fale para os alunos. Queremos criar uma dinâmica de conferências, colóquios e debates em diferentes áreas - científicas, médicas, humanitárias, sociais, etc. Um aluno de uma faculdade de medicina deve preservar uma visão abrangente da sociedade como um todo: queremos criar ainda mais condições para isso!

E acima de tudo, garantir que todos estejam informados e participem (Para isso, iremos reformular o site da AE, entre outras iniciativas)!

Por uma AE dos estudantes!

domingo, 27 de maio de 2007

Uma Associação em Movimento

A associação são os alunos. A associação é feita pelos alunos. A associação é feita para os alunos.

Como tal recusamos qualquer tipo de hierarquias, verdadeiras ou inventadas, que se possam intrometer na sua livre organização. Somos e queremos ser pessoas que se organizam, de igual para igual, para responder clara e decididamente aos problemas e dificuldades que sentimos. Por isso queremos e faremos reuniões da associação abertas a toda a gente, a todas as participações e contributos (e dessa forma influenciar e democratizar todas as decisões tomadas). Queremos acabar com o obscurantismo das reuniões à porta fechada e dar lugar a um tempo e a um espaço de plena participação colectiva e de associativismo interventivo. Mas propomos mais do que isso. Seremos incansáveis na divulgação e partilha da informação, alargando muito mais os debates. Iremos promover uma interacção continuada e próxima com todos os alunos que dela quiserem usufruir. Acima de tudo vamos tentar "espicaçar" as pessoas, para que sejam elas próprias a fazer as suas propostas e a "puxar por nós".

Vamos romper com o conformismo e a apatia que nos asfixia diariamente. Vamos dar uma nova vida à Faculdade. Ocupar este espaço (que já pouco parece ter de nosso) e transformá-lo em algo que melhor sirva os nossos
interesses enquanto alunos e cidadãos, dando-lhe vida através da cultura, do debate , do pensamento, e de muito movimento!

Queremos um tempo...

...em que o conformismo e a coacção deixam de fazer parte do paradigma mental da FML.

...em qualquer aluno tenha o poder e o direito de exprimir o seu desacordo e operar juízos críticos sem sofrer repercussões.

...em que o ensino se adapte às necessidades dos alunos e não o contrário.

...em que a motivação para intervir e participar seja maior que a motivação para ceder e abdicar de si mesmo.

...em que cada aluno da FML possa andar de queixo levantado por saber, no seu íntimo, que em cada situação se manifestou na defesa do que acredita estar certo.

Este tempo pode ser agora! O sonho pode tornar-se realidade!

A Escola deve ser feita para os alunos. Só com a participação de todos podemos tornar este espaço verdadeiramente nosso.

Queremos trabalhar. Contigo, com toda a gente.

O que é a Escola?

Um sítio onde se trabalha, se tem aulas, exames? Só? Não pode ser. Não queremos que a faculdade continue a ser um local por onde se passa apenas para tirar o curso. Porque ela pode ser muito mais do que isso. Basta os alunos quererem. Acreditarmos que é possível a participação dos alunos na vida da Escola, tal como foi possível ao longo deste ano. Desde que estamos na FML, nunca os alunos estiveram tão atentos, nunca se verificou tamanha participação. Queremos dar continuidade a este trabalho, queremos continuar a promover a participação dos alunos na defesa dos seus interesses. Ao longo deste ano, ao falarmos com as pessoas percebemos que estas se interessam, que querem mudar e que sabem o que querem. Não acreditamos em “não queremos saber”, em “nunca somos ouvidos”. Provámos que não é bem assim. Quando os alunos percebem que podem e devem participar, fazem-no.